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Maristas na mídia
Zero Hora – 17 de setembro de 2005
Tradicionalismo
CTGs investem em crianças para perpetuar os costumes gaúchos
Rodrigo Cavalheiro
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Ricardo Duarte/ZH |
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| Alunos de uma creche da Ilha Grande dos Marinheiros, na Capital, desfilaram ontem vestindo indumentária típica |
A quarta reportagem da série Tradicionalismo Renovado, que ZH publica até o dia 20, mostra estratégias de quem ama o nativismo para familiarizar gaúchos que mal saíram das fraldas aos ideais farroupilhas.
Preocupadas com a influência estrangeira precoce sobre os gauchinhos, professoras de uma creche da Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, promoveram ontem um desfile em que boa parte dos gaudérios ainda não largou a chupeta. Ao som de música típica, crianças exibiram as pilchas. Quem perdeu lugar na carreta que abriu a marcha, recorreu a outras montarias: cavalinhos de pau, triciclos na forma de eqüinos e berços decorados com as cores rio-grandenses.
- Nos adolescentes, o processo de aculturação é evidente. Se não aproximarmos a criança cedo de suas raízes, depois é mais complicado - afirma a coordenadora da creche, Rosane Passos da Silva.
A preocupação não é isolada. Neste ano, o Acampamento Farroupilha exigiu que cada piquete ou CTG apresentasse um projeto cultural para garantir um lote. Com a formação de bibliotecas, oficinas de literatura e encenações teatrais sobre a história gaúcha, estudantes são facilmente notados no local.
O galpão do CTG Laço da Querência é visitado por crianças que vão ouvir contos ou montar brinquedos. Segundo o patrão do CTG, Luiz Henrique Lamaison, a aproximação ocorre pelos grupos de dança e invernadas. Quando o círculo de amizades se fortalece e a família apóia a decisão da criança, o objetivo é alcançado: o gauchismo se perpetua.
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